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Queda de cabelo: causas, quando investigar e como funciona a avaliação
Perder até cerca de 100 fios por dia faz parte do ciclo natural do cabelo. O sinal de alerta é quando a queda aumenta de forma perceptível — mais fios no travesseiro, no ralo e na escova — ou quando surgem falhas e afinamento. As causas são muitas, e a boa notícia é que grande parte delas tem avaliação e manejo bem estabelecidos.
Como o cabelo cresce (e por que cai)
Cada fio passa por fases: crescimento (anágena, que dura anos), transição e repouso (telógena, quando o fio se desprende). A queda diária é a renovação normal desse ciclo.
Problemas surgem quando muitos fios entram em repouso ao mesmo tempo, quando os folículos vão afinando progressivamente, ou quando há inflamação no couro cabeludo.
Causas mais comuns
Eflúvio telógeno: queda difusa e abundante que costuma aparecer 2 a 4 meses depois de um "gatilho" — infecções com febre, cirurgias, pós-parto, dietas restritivas, estresse intenso. Costuma ser autolimitado, mas assusta pela quantidade.
Alopecia androgenética: o afinamento progressivo de padrão hereditário — entradas e coroa nos homens, rarefação difusa no topo nas mulheres. É a causa mais comum de perda capilar duradoura e tem tratamentos reconhecidos, que funcionam melhor quando começam cedo.
Outras causas: deficiência de ferro, alterações da tireoide, deficiências nutricionais, alopecia areata (falhas arredondadas), tração por penteados apertados, químicas agressivas e alguns medicamentos.
Quais exames podem ajudar
Dependendo da história e do padrão da queda, o médico pode solicitar exames de sangue — como hemograma, ferritina (reserva de ferro), TSH (tireoide) e vitamina D — para procurar causas tratáveis. Nem todo caso precisa de exames: às vezes a história clínica já orienta o caminho.
Como a teleconsulta pode ajudar
A avaliação começa pela história: quando a queda começou, se houve algum gatilho nos meses anteriores, como está a alimentação, quais medicamentos você usa, se há casos na família. Por vídeo (e por fotos, quando o médico solicitar), dá para orientar a investigação inicial, pedir exames e discutir opções de manejo.
Alguns casos se beneficiam de exame presencial com dermatoscopia do couro cabeludo (tricoscopia) — e o médico indica quando esse é o melhor caminho.
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O que evitar
Desconfie de soluções milagrosas: a queda de cabelo tem causas diferentes, e o que funciona para uma não funciona para outra. Suplementos por conta própria, sem deficiência comprovada, raramente resolvem — e atrasam a avaliação. O caminho mais curto costuma ser identificar a causa certa e tratar o que precisa ser tratado.
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Agendar consulta →Perguntas frequentes
Quantos fios por dia é normal perder?
Em média, até cerca de 100 fios por dia fazem parte do ciclo natural. O que chama atenção é a mudança do seu padrão habitual — mais fios que o normal no travesseiro, no banho e na escova — ou o surgimento de falhas.
Queda de cabelo pós-parto é normal?
É muito comum: o eflúvio telógeno pós-parto costuma aparecer 2 a 4 meses após o nascimento e tende a melhorar sozinho ao longo dos meses. Se for muito intensa ou prolongada, vale avaliar com um médico.
Dá para avaliar queda de cabelo por teleconsulta?
Sim, a investigação inicial se apoia muito na história clínica e pode incluir exames de sangue solicitados a distância. Casos que precisam de tricoscopia ou biópsia são orientados para avaliação presencial.
Queda de cabelo tem tratamento?
Muitas causas têm: deficiências corrigidas, tireoide controlada e alopecia androgenética manejada com tratamentos reconhecidos tendem a responder bem — especialmente quando a avaliação começa cedo. O plano é individual e definido com o médico.
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